Fogo vivo
“e assim como joga a criança e o artista,
jogo o fogo eternamente vivo.”
Como o mar que faz e desfaz
— espumas e areia, como o impulso
lúdico do artista e da criança
— bem aventurança — e sem segurança
além dos ditames da ética, pela arte.
“Por que os homens são tão estúpidos
e ruins?” — pergunta Heráclito.
Somos iguais, mas nos diferenciamos;
somos bons e ruins e alternamos:
“Desejo e ódio constituem o mundo”
pontua Parmênides. Ser e não ser:
perversão do pensamento, advento
dos contrários em equilíbrio impossível.
“Era”, “será”: engendrar a si mesmos.
Razão e contradição. Sim e não.
Solução: não existe o “não ser”...
Pois não! Assume o fisicalista.